sábado, 20 de maio de 2017

Rascunhos de um eventual Hayekiano - VII


1
Enxugando gelo


De um debate no blog Bolha Imobiliária, com “Ali Baba”:

Chegamos a um ponto em que mesmo um crescimento, até significativo do PIB, não resolverá.

Explico com números simples:

Temos déficit que já está pelos 8% da arrecadação total da união.

( Bem calculado: 170/((1950*3,22)*0,36*0,6)=0.125=12,5% ! )

Obs.: 1,850 trilhões de dólares a R$ 3,22 por dólar. A carga tributária é de uns 36% do PIB, e o peso da união nisso, uns 60%.

Reforcemos: É o mesmo que dizer que 36% da economia bananense é amarrada no estado, um absurdo para um país com nossas características de produtividade e nível de miséria.

Carga de juros de pelo menos o dobro (na verdade, em 2015, reais 360 bilhões).
Reestruturação: Decaimento de 20 bilhões ao ano para amortizar 170 bilhões resulta em 8,5 anos, o necessário para chegar-se a superávit primário novamente, mais 18 anos no mesmo ritmo para recuperação da cobertura completa da carga de juros, ou seja, mais de 26 anos, sem considerar a capitalização, problemas, erros, cenário externo desfavorável e alguma implacável tragédia da natureza - incluindo a infeliz humana dos políticos de nossas terras.

Mesmo colocando um valor de juros reais (uma abordagem, percebamos, pelas minhas colocações, que são um tanto menos drásticas nesse ponto que as de “Ali Baba”) na faixa de uns 4%, implica em no máximo, mantida a mesma proporção arrecadação vs PIB (o que não é correlato, acho que concordamos), chega-se a um crescimento necessário de 12%, grosseiramente, números do ápice chinês, números do nosso período do “milagre” dos anos 1970.

E perceba que ainda sim, não aplacou o crescimento da dívida, já em limites insuportáveis!

Resumindo: não consigo ver saída alguma (a não ser um volume de cortes brutais do estado*.

*E não colocamos estados e municípios!

Vamos “para a banha”, na gíria de meus colegas de trabalho em reestruturação de dívida. “Grécia pobre” mesmo, pois não podemos nos comparar diretamente com a Grécia e seus problemas, pois não temos aquele povo e sua cultura, o seu PIB per capita e muito menos os vizinhos ricos como a Alemanha que até a moeda controla rigidamente.

Aqui surge o tempo de estabilização da dívida pública entre crédito tomado e capacidade arrecadatória, o que talvez seja a mesma coisa, no fundo, pois eu vejo forte relação, pelo cruzamento da "pressão tributária de Frank" e meu análogo na "pressão de crédito" e muito do inchaço produzido pelos governuchos do período Lula-Dilma, com fomento ao crédito pelo estado e sua paralela irresponsabilidade com as contas públicas, com também inchaço dos gastos públicos contando que a economia manteria-se crescendo.

Em suma, esqueceram que as famílias de curvas da Economia são do tipo y=a/x , e não y=ax , e em cima disso, dane-se o equilíbrio, tanto operacional como financeiro.

Assim…

Assim, todo ufanismo que a coisa melhorará em breve, como tem pipocado nos últimos dias, é simples e até simplório 'wishful thinking'.

O volume de dívida pública, outra anomalia em marcha catastrófica, soma e interage com o problema déficit.


Aproveitando uma pesquisa para o post acima:

Brasil voltará a ter o oitavo maior PIB global em 2017, prevê FMI - -www1.folha.uol.com.br

“A loucura é diagnosticada pelos sãos, que não se submetem a diagnóstico. Há um limite em que a razão deixa de ser razão, e a loucura ainda é razoável. Somos lúcidos na medida em que perdemos a riqueza da imaginação.” - Carlos Drummond de Andrade

2
Um certo livrinho


Pode-se fazer uma correlação clara entre a curva da dívida e o período pós constituição de 88.

Inventaram de fazer um "compêndio de direitos" sem sequer uma "cartilha de deveres", só poderia dar no que deu.

Todas as amarras que atariam de maneira asfixiante o futuro do Brasil já estavam bem escritas no compêndio desejos e aspirações insustentáveis mascaradas como direitos, sem as contrapartidas dos penosos e suados desagradáveis deveres, que chamou-se Constituição de 1988.

Eis aí seus frutos, propulsionados por um relativamente longo período de populismo travestido de planificação - na verdade, venenoso fomento ao consumo irresponsável pelo crédito - e desenvolvimento igualmente insustentável tendo como motor um estado deficitário, e ainda por cima permeado em todos os níveis por corrupção sistêmica.
Observação:

Lembremo-nos que existiram grandes e brilhantes relatórios do governo mostrando como a economia de diversas regiões avançaram com a bolsa família e outros assistencialismos.

Sim, não há incêndio na casa pois mesmo com a lambança que está acontecendo na cozinha, a temperatura média da residência ainda não indica fogo.


“O governo brasileiro, em todos seus níveis, mais e mais apenas é um estrangulado, um asfixiado em apenas pagar uma insaciável folha de pagamento.” - até prova em contrário, eu mesmo.

“Ou o estado aprende a cortar em sua própria carne por racionalidade ou adiante terá de se amputar.” - idem.

Já que é "para certo dia chegar", que chegue mais cedo, e seja feito em pó uma maneira de se pensar sobre o que é o funcionamento do estado e suas remunerações.

Ampute-se logo de vez o membro gangrenoso.


3
O legado olímpico

Ouvi de jornalistas que os gastos da Grã-Bretanha com seus atletas fechou no equivalente a R$ 22 milhões por medalhas (a 67 medalhas, um total de R$ 1,474 bilhões).

Ouvi valores mais recentes que o “Brasil Medalhas” ao final chegou a R$ 3 bilhões. Logo, gastamos aproximadamente R$ 157,8 para cada uma de nossas 19 medalhas).
Esqueçamos por um momento os gastos com toda a “festa”.

Obs.: Festa muito bem aproveitada, como sabemos, talvez por quem mais hostilizou-se durante uma boa parte de nosso recente passado político, pois parece que o público teve ótima oportunidade de decorar os versos de “Oh, say! can you see by the dawn's early light…”

Assim, tivemos um gasto equivalente a mais de 7 vezes o dos britânicos. Não preciso lembrar que isso lembra nossa pouca eficiência em produção, que chega no industrial a de países como a Coreia (do Sul!).

Agora… criamos bases para a renovação de nossos atletas? Existe algum legado de formação no nível escolar? mesmo uma cultura de esportes?

Não.

Continuo concordando com certo amigo jornalista esportivo: “O brasileiro na verdade não gosta de futebol. Ele gosta de (ver seu time) vencer no futebol!”

Notas

1. Valores claros e diretos do projeto podem ser vistos no artigo abaixo, onde mesmo com o apresentado, para o período apresentado, os nossos gastos ainda ficam em mais de R$ 50 milhões por medalha.

Rio 2016: Brasil não atinge meta de medalhas; confira os recursos públicos gastos - www.ebc.com.br

4
E segue a marcha da insanidade

Um tanto atrasado (setembro de 2016), mas ainda matematicamente válido.
Não quero parecer histérico, mas agora que vi que o crescimento da dívida pública foi de 3,1% em UM MÊS. Potencial para (1,031^12=1,442) mais de 44 % ao ano.
Depois eu digo que isso já está fora de controle há tempos e sou dito como histérico.
Fonte do período

Dívida pública sobe 3,1% em setembro e atinge patamar inédito de R$ 3 tri

Alta na emissão de títulos públicos e pagamento de juros explicam resultado.
Tesouro estima que dívida poderá chegar a R$ 3,3 trilhões ao fim de 2016.


5
O (desinteresse) futuro pelo ouro “negro”

De Paulo Castilho, do blog “Bolha Imobiliária”

“Se descobrirem alguma fonte de energia barata e renovável, vão consumir ainda mais petróleo. O petróleo não é usado apenas como combustível, qualquer polímero e milhões de componentes químicos dependem do petróleo. Com energia mais barata (e petróleo liberado para outros fins) o preço de milhões de produtos vai cair, aumentando o consumo.”

Nossos comentários:

Não necessariamente.

Para certas coisas, o etanol e a glicerina (subproduto do biodiesel) é mais viável em termos de processo para produção. Também tem-se de levar em conta o gás de síntese oriundo do biocarvão, que está em crescendo.

Motivo: A matéria-prima em questão já apresenta-se com bom grau de pureza, coisa que não ocorre com a, sejamos diretos, lambança de sulfurados e nitrogenados que é o petróleo. Os custos ambientais tem de ser levados também em conta.

6
Sobre seu “possante”

O raciocínio a seguir é centrado na aquisição de um bem como um carro - de relativo alto valor para a maior parte da população, assim como de relativa longa duração - mas pode ser adaptado a qualquer bem.
Escolha o carro que você deseja. Calcule a depreciação no primeiro ano em valor, por exemplo, 10% de 60 mil reais, 6 mil reais. Divida por 366 dias (anos bissextos, sejamos exatos, e já uma certa folga).

O valor resultou em mais que duas Deu mais que duas corridas típicas de taxi?

Repense em comprar o “possante”!

Deu menos?

Acrescente um gasto médio com impostos, abastecimento, perdas irrecuperáveis (pregos dos desafetos nas laterais, por exemplo!), seguros, etc.

Esqueça de comprar o “possante”.

Você ganha dinheiro com seu carro, tipo visitas a clientes em locais de acesso difícil a baixo custo e com tempos bem apertados de trabalho mais o deslocamento?

Reavalie todo o custeio da então viatura.

Continua não fechando as contas, a receita contra gastos?

Alugue carros quando em viagem, ‘limo’ / táxi luxo para festas – vá até de “ubercóptero”! – o etc!

Princípio básico: Banânia (Brasil) não é a Suíça, a não ser que as drogas que você consuma produzam estranhos efeitos.

O carro que não for roubado pois tem bom mercado de peças provavelmente é aquele que atrai assaltantes pois é diploma pendurado no pescoço que você pode ter dinheiro no banco ou coisas em casa para serem roubadas. Logo, carro, na exata medida que pode ser demonstração de poder aquisitivo, é também atrativo para algo lhe ser tirado.
Mas não abrace um abacaxi espinhoso que bem analisado custará mais que um filho.
Ter carro para ir até a padaria e dizer que “eu tenho”, e com ele não gerar um centavo, é coisa de “triplomeia” (o típico consumidor brasileiro que compra coisas financiado pois a parcela cabe no orçamento do mês, etc) com mestrado.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Estratégia Cloward-Piven



A estratégia Cloward-Piven é uma estratégia política delineada em 1966 pelos sociólogos e ativistas políticos americanos Richard Cloward e Frances Fox Piven, que apelavam à sobrecarga do sistema de bem-estar público dos Estados Unidos para precipitar uma crise que levaria à substituição do sistema de previdência por um sistema nacional de "renda anual garantida e, assim, o fim da pobreza".[1][2]




História

Cloward e Piven eram professores da Escola de Trabalho Social da Universidade de Columbia. A estratégia foi formulada em um artigo de maio de 1966 na revista liberal The Nation intitulado "The Weight of the Poor: A Strategy to End Poverty" ("O Peso dos Pobres: Uma Estratégia para Acabar com a Pobreza").[1][2]

Os dois declararam que muitos americanos que eram elegíveis para o bem-estar não estavam recebendo benefícios, e que uma campanha de inscrição de bem-estar esticaria os orçamentos locais, precipitando uma crise nos níveis estadual e local que seria um despertar para o governo federal, particularmente o Partido Democrata. Haveria também consequências colaterais desta estratégia, de acordo com Cloward e Piven. Estes incluem: aliviar a situação dos pobres a curto prazo (através da sua participação no sistema de segurança social); Reforçando o apoio ao Partido Democrático nacional — então fragmentado por interesses pluralistas (através do seu cultivo de distritos pobres e minoritários por meio da implementação de uma "solução" nacional para a pobreza); e aliviar os governos locais dos encargos financeiros e politicamente onerosos do bem-estar público (através de uma "solução" nacional para a pobreza).[2]


Estratégia

O artigo de Cloward e Piven era focado em forçar o Partido Democrata, que em 1966 controlava a presidência e as duas casas do Congresso dos Estados Unidos, a tomar medidas federais para ajudar os pobres. Afirmava que a matrícula completa daqueles elegíveis para o bem-estar "causaria ruptura burocrática nas agências de bem-estar e interrupção fiscal nos governos locais e estaduais" que: "... aprofundariam divisões existentes entre os elementos da grande coalizão democrata: a classe média, os grupos étnicos da classe trabalhadora e as minorias pobres crescentes. Para evitar um enfraquecimento adicional daquela histórica coalizão, uma administração nacional democrata seria constrangida a avançar uma solução federal para a pobreza que substitui falhas locais de bem-estar, classe local e conflitos raciais e dilemas de receita local.”[3]

Eles também escreveram:

“O objetivo final desta estratégia — erradicar a pobreza mediante o estabelecimento de uma renda anual garantida — será questionado por alguns. Como o ideal da mobilidade social e econômica individual tem raízes profundas, até os ativistas parecem relutantes em pedir programas nacionais para eliminar a pobreza mediante a redistribuição direta da renda.”[3]

Michael Reisch e Janice Andrews escreveram que Cloward e Piven "propuseram criar uma crise no sistema de previdência atual — explorando a lacuna entre a lei de bem-estar e a prática — que acabaria por trazer seu colapso e substituí-lo por um sistema de renda anual garantida. Esperavam alcançar esse fim informando os pobres de seus direitos à assistência social, encorajando-os a solicitar benefícios e, de fato, sobrecarregando uma burocracia já sobrecarregada.[4]


Foco sobre os Democratas

Os autores depositaram suas esperanças em criar uma ruptura no Partido Democrata:
"Os republicanos conservadores estão sempre prontos a declamar os males do bem-estar público, e eles provavelmente seriam os primeiros a levantar um tom e choro, mas conflitos mais profundos e politicamente mais contundentes teriam lugar dentro da coalizão democrata ... Os brancos — grupos étnicos e muitos na classe média — seriam despertados contra os pobres do gueto, enquanto os grupos liberais, que até recentemente foram confortados pela noção de que os pobres são poucos ... provavelmente apoiariam o movimento. Para o aparato partidário local, se tornaria aguda à medida que o desenrolar do bem-estar aumentasse e as tensões nos orçamentos locais se tornassem mais severas ".[5]


Recepção e Criticismo

Howard Phillips, presidente do The Conservative Caucus, foi citado em 1982 dizendo que a estratégia poderia ser eficaz porque "os programas da Great Society criaram um vasto exército de ativistas liberais a tempo integral cujos salários são pagos com os impostos dos trabalhadores conservadores".[Nota 1][Nota 2][6]

O comentarista liberal Michael Tomasky, escrevendo sobre a estratégia nos anos 1990 e novamente em 2011, chamou-a de "equivocada e autodestrutiva", escrevendo: "Aparentemente, não ocorreu a [Cloward e Piven] o despertar de negros como um fenômeno a ser ignorado ou anulado."[7]


Impacto da estratégia

Em trabalhos publicados em 1971 e 1977, Cloward e Piven argumentaram que a agitação em massa nos Estados Unidos, especialmente entre 1964 e 1969, conduziu a uma expansão maciça de carreiras de bem-estar, embora não ao programa de renda garantida que eles esperavam.[8] O cientista político Robert Albritton discordou, escrevendo em 1979 que os dados não apoiaram esta tese; ele ofereceu uma explicação alternativa para o aumento do número de casos de assistência social.

Em seu livro de 2006 Winning the Race (“Vencendo a Corrida”), o comentarista político John McWhorter atribuiu a ascensão no estado de bem-estar após a década de 1960 à estratégia Cloward-Piven, mas escreveu sobre isso negativamente, afirmando que a estratégia "criou gerações de negros para quem trabalhar para viver é uma abstração".[9]

De acordo com o historiador Robert E. Weir, em 2007: "Embora a estratégia tenha ajudado a aumentar o número de receptores entre 1966 e 1975, a revolução que seus defensores imaginaram nunca transpareceu".[10]

Alguns comentaristas culparam a estratégia Cloward-Piven pela quase-falência da cidade de Nova York em 1975.[11][12]   

O comentarista conservador Glenn Beck se referiu à estratégia Cloward-Piven muitas vezes em seu programa de televisão Fox News, Glenn Beck, durante sua corrida de 2009 a 2011, reiterando sua opinião de que ajudou a inspirar a política econômica do presidente Barack Obama. Em 18 de fevereiro de 2010, por exemplo, Beck disse: "Você tem a destruição total da riqueza vindo ... É a fase final da estratégia Cloward-Piven, que é o colapso do sistema".[13]  

O editor executivo Richard Kim, escrevendo em 2010 no The Nation (onde o ensaio original apareceu), chamou essas afirmações dos conservadores de "uma fantasia paranóica reacionária ...", e também apontou: "A reação intestinal da esquerda ao ouvi-la — para rir como um mistério cómico do tipo Scooby-Doo — não faz nada para contundir seu apelo ou limitar seu impacto. "[14] O The Nation mais tarde afirmou que Beck culpa a "estratégia Cloward-Piven" pela "crise financeira de 2008, a reforma de saúde, a eleição de Obama e a fraude eleitoral maciça" e que resultou na afixação da retórica violenta e ameaçadora pelos usuários no web site de Beck, incluindo ameaças de morte de encontro a Frances Fox Piven.[15] Por seu lado, Piven continua vigorosamente defendendo a idéia original, chamando sua interpretação conservadora de "lunática".[16]  


Notas

1.The Conservative Caucus, ou TCC, Caucus (convenção política ou facção eleitoral) Conservador, é uma organização americana de política pública e grupo de lobby enfatizando ativismo cidadão de base e sediado em Viena, Virgínia, um subúrbio de Washington, DC. Foi fundada em 1974 por Howard Phillips, que o liderou até 2012, quando retirou-se por motivo de saúde. Foi substituído pelo atual presidente, Peter J. Thomas. - en.wikipedia.org

2.A Grande Sociedade (em inglês: Great Society) foi uma série de programas domésticos adotados pelo presidente dos Estados Unidos Lyndon B. Johnson em 1964–65. Seus objetivos declarados eram eliminar a pobreza e a injustiça racial. - pt.wikipedia.org


Referências

1.Peters, Jeremy W. (November 7, 2010). "Bad News for Liberals May Be Good News for a Liberal Magazine". The New York Times. Retrieved 2010-06-17.
2.Cloward, Richard; Piven, Frances (May 2, 1966). "The Weight of the Poor: A Strategy to End Poverty". (Originally published in The Nation).
3.Cloward and Piven, p. 510
4.Reisch, Michael; Janice Andrews (2001). The Road Not Taken. Brunner Routledge. pp. 144–146. ISBN 1-58391-025-5.
5.Cloward and Piven, p. 516
6.Robert Pear (1984-04-15). "Drive to Sign Up Poor for Voting Meets Resistance". The New York Times.
7.Glenn Beck and Fran Piven, Michael Tomasky, Michael Tomasky's Blog, The Guardian, January 24, 2011.
8.Albritton, Robert (December 1979). "Social Amelioration through Mass Insurgency? A Reexamination of the Piven and Cloward Thesis". 73. American Political Science Review: 1003–1011. JSTOR 1953984.
9.McWhorter, John, "John McWhorter: How Welfare Went Wrong", NPR, August 9, 2006.
10.Weir, Robert (2007). Class in America. Greenwood Press. p. 616. ISBN 978-0-313-33719-2.
11.Chandler, Richard, "The Cloward–Piven strategy", The Washington Times, October 15, 2008
13.Beck, Glenn (February 18, 2010). "Study Says We're Toast".
14.Kim, Richard (April 12, 2010). "The Mad Tea Party". The Nation.
15."Glenn Beck Targets Frances Fox Piven". The Nation. February 7, 2011.
16.Piven, F.F. (2011). "Crazy Talk and American Politics: or, My Glenn Beck Story". The Chronicle of Higher Education. 57 (25): B4–B5.