quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Economia em combustão, em chamas, em cinzas… - 1


Reflexões mercadológicas etílicas

(Uma ironia, é claro. Texto a partir de uma postagem no blog Bolha Brasil .)

Em 2009 os EUA alteraram sua tributação para a importação de etanol e não sabendo manter minha boca fechada em determinados círculos, apresentei a hipótese, em meio ao perigoso ambiente de patriotas relacionados com o setor de energia de que (os EUA) não estavam fazendo aquilo pois necessitavam importar, mas sim porque já estavam se preparando para exportar.

Explico didaticamente: Uma analogia com a relação de comprador-vendedor de que “abro as portas de minha fábrica para você como fornecedor”, mas apenas para poder alegar que não estou precisando e disponho de um excedente, e então, já que estou sendo uma parceiro tão “legal”, quando você precisar, deve comprar de minha empresa.

Perceberam o sadismo?






Detalhe: eu já estava (junto com muitos, óbvio) a par do desenvolvimento do etanol celulósico, de questões de logística e armazenagem que são importantes na escala do processo para o milho, etc.

Aqui, devemos lembrar dos mantras de negação nacionais típicos, como: Leia-se: “milho tem altos custos”, “milho é inviável”, “cana é perfeita para o etanol”, etc.

Na verdade, eu ainda tenho o relatório do Departamento de Energia dos EUA, quanto a biocombustíveis, com previsões até 2022, e sei de ondas e ondas de capacidade de produção no campo que estão se somando no horizonte dos EUA.


Detalhe: Em 2008, as pesquisas totais em produção de etanol no Brasil montavam quanto muito uns R$ 50 milhões. Nos EUA, já atingiam US$ 1,4 bilhões. E parte disso era feito em território brasileiro, pois eles pesquisam também no uso de palha de cana e qualquer fonte de celulose.






A represa perigosa

Eis que veio a era de usar a Petrobras tanto para manter a inflação contida como, em contra-peso, de captar recursos para investimentos no pré-sal, e como “marisco” da terrível situação, entre um oceano revolto de uma economia com outros mecanismos de pressão em preços, e um rochedo das finanças internas em forte alavancagem e erros e mais erros, com ventos fortíssimos do cenário de preço de barril de petróleo, a casa veio à baixo, arrastando uma boa fração das usinas, fazendas e todo um dominó dos caldeireiros aos comércios e serviços diversos relacionados ao enorme ramo do etanol de cana.

Pois bem, se acham que já viram debate meu onde fui um chato além do habitual e aturei ofensas, nem sabem o que são certas posições e diversos adversários, ainda mais se o bolso deles está amarrado a certos sonhos, ainda que no fundo, completamente ilusórios.

Agora, mesmo lidando com outras coisas, ainda que no setor de energia, sou atropelado por notícias, e vou em busca de certas referências, que ao fim permitam-me dizer:

Não foi por falta de meus prudentes avisos.


O catastrófico rompimento

Importação de etanol atinge recorde no mês de fevereiro - www.abag.com.br

Destaco:

“As importações brasileiras de etanol bateram recorde no mês passado. No total, foram adquiridos 259.097 metros cúbicos (m³) em fevereiro, segundo dados do governo federal, contra 215.595 m³ em janeiro deste ano. No mesmo mês de 2016, 40.675 m³ entraram no País.

No entanto, de acordo com informações da consultoria Datagro, no mês passado, as aquisições do biocombustível chegaram a 205.734 m³, o equivalente a um aumento de 28,34% em comparação com janeiro.”

ANP: importação de etanol pelo Brasil cresce 403% no primeiro trimestre do ano - Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência do Brasil - agenciabrasil.ebc.com.br

Destaco:

“O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Aurélio Amaral, disse que para um país produtor de cana e maior produtor de açúcar do mundo, o Brasil importou muito etanol no primeiro trimestre. “Foi uma elevação de 403% nos primeiros três meses do ano”, disse Amaral. Na visão do diretor, o aumento chama atenção, mas, ele ponderou, que, por questões tributárias, que influenciam a formação do preço no mercado, e de infraestrutura, o Brasil virou um país importador de derivados.

“Estamos importando muita gasolina também em uma quantidade muito grande, quase 70% de aumento, porque o nosso parque de refino não dá conta. Temos grandes desafios de infraestrutura para resolver. É isso que a ANP vem trabalhando de forma a subsidiar, com estes estudos, o governo para que a gente possa formular política para ir buscar superar este gap [lacuna]”, disse após participar da apresentação dos dados do mercado de combustíveis no Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), no centro do Rio.”


Gritos de ajuda ao rei

Claro que nesse momento, surgiram os que querem a “ajuda do rei”:

Usineiros pressionam por alta na tarifa de importação de álcool - Joel Silva - 26.abr.2017/Folhapress - - www1.folha.uol.com.br

Destaco:

“Insatisfeitos com a alta acelerada da importação de etanol dos EUA, os produtores de cana-de-açúcar pressionam o governo para que eleve as barreiras contra o combustível que vem do exterior.”

““O Ministério da Agricultura será o advogado do setor produtivo na Camex. O principal argumento é que as importações quadruplicaram neste ano, até junho, ante o mesmo período do ano passado, o que levou o Brasil, pioneiro global no uso do etanol como combustível, a ser pela primeira vez na história importador líquido. Ou seja, importa mais do que vende no exterior.”


Pausa para meditações: Mercado é lixa, é pedra de amolar, é abrasivo,. não é pomada.


“O poder de regular a economia é o mesmo poder de distribuir favores.” - Jason Brennan


Mais pressão no alambique

U.S. Net Ethanol Exports Hit 52-Month High; China is Top Market for Second Straight Month - www.ethanolrfa.org

Destaco:

“U.S. ethanol exports totaled 95.5 million gallons (mg) in April, a slight 300,000 gallons higher than March and the highest monthly volume since December 2011, according to government data released today. China was again the top destination receiving 34.5 mg of U.S. product in April. India (14.6 mg) nosed out Canada (14.5 mg) as the second-largest export market. Those top three customers accounted for three-fourths of all U.S. ethanol exports in April. Year-to-date ethanol exports reached 344.9 mg, meaning the industry is on pace to ship slightly more than 1 billion gallons in 2016.”




Entendamos de uma vez por todas: os EUA, no que tange aos seus homens de negócios e suas associações, não são dotados do menor “bolivarianismo” em suas almas.


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Alguns comentários sobre criptomoedas


Como meio de troca

Como moedas que são, criptomoedas são meios de troca. Quando se exemplificam certas questões em Economia, didaticamente, citam-se os maços de cigarro nas prisões, logo, meios de troca não necessariamente tem de ser o que seja uma “moeda física”, e tanto que muito do que hoje permite circulação de moeda no mundo são apenas registros contábeis.

Em tratando-se de registros contábeis, o modo de “livro razão” (no caso distribuído e portanto seguro) das diversas criptomoedas, especialmente o Blockchain ("Cadeia de Blocos") do bitcoin funde a segurança com a informatização de uma contabilidade de moeda fiduciária. Aqui um ponto positivo poderoso destas tecnologias.

Voltando às carteiras de cigarro, a história está cheia de vales, anotações, letras, medidas de subdivisões do estado, como os lendários e influentes até no vocábulo “pila” (de Pilla, membro do poder executivo de um período) do governo do Rio Grande do Sul. Logo, criar “moedas alternativas” e paralelas não é nenhuma novidade em termos econômicos. Aqui, também, a História da Economia está repleta de imensos erros, mas não seria um caso direto no caso das criptomoedas. Os problemas podem surgir, mas sua colocação no mercado “per se” não é fonte de problemas.



Blasting News


Moedas como investimento

Aqui começam os problemas diretos. 

Não existe “investir”, no sentido propriamente dito de “investimento”, em moedas. Existe especular, aproveitar flutuações, decisões governamentais, até informações privilegiadas que podem produzir ganhos em câmbio. 

Moedas,sendo meio de pagamento, de troca, não produzem dividendos, não rendem por si juros, não possuem réditos (aluguéis, juros, salários, os clássicos, até comissões e rendimentos, divisão de lucros gerados, etc). Não existe uma rúbrica que está acumulando capital ´produzido pela existência de uma moeda, a ser num momento debitado e remunerando que a possui, aliás pois a moeda é quem “prota” este pagamento. 

Como especulação que acabamos de demonstrar, aplicar capital em moeda e contar com sua valorização num período, portanto, implica em riscos.

Agora, uma verdade universal em Economia, que vale para tulipas, imóveis, diamantes, ouro, até mesmo terra, a “mercadoria que não se fabrica mais” de Mark Twain: não existe bem que permanentemente valoriza, em termos absolutos, reais (pois relativos, nominais, relacionados à inflação ou graves alterações cambiais, não é jamais valorização.

Isto, por si, já produz risco, e implica em necessárias perdas à alguém se outros num momento ganharam, pois a própria questão implica em que todos não podem permanentemente ganhar.

Disto, surge outra questão, que se mostrará ainda mais evidente.


O fator deflação

Imaginemos um EUA, a maior economia ‘de nação’ do mundo, que tivesse emitido - somado ao colocado em contas, digamos 1 bilhão de dólares em 1900. Como pelo início do século XX sua população sequer chegava a 100 milhões de habitantes, podemos fazer que cada estadunidense teria 10 dólares. Passados estes aproximadamente 100 anos, com população a mais de 300 milhões, hoje cada estadunidense teria aproximadamente 3,3 dólares. Logo, ou o poder de compra de cada dólar teria de ter se elevado, o que corresponde aos bens ficarem nominalmente mais baratos, ou a população teria, num ponto médio entre valorização da moeda e até plena redução do poder de compra da moeda, ficado mais pobre. Logo, por motivo que me parece óbvio, a moeda tem de ser fornecida à população, para uma economia crescente até no volume desta população, mesmo com poder de compra per capita estático. 

Aqui, podemos desconsiderar a necessidade sutil de uma leve inflação para a economia mostrar-se saudável, um dos pontos um tanto contra intuitivos da ciência econômica moeda, e já veremos o motivo básico.

Assim, se uma criptomoeda afirma-se de emissão por definição limitada, ela é essencialmente deflacionária, e terá de nominalmente, valorizar-se, o que não implica de forma alguma valorização real, pois a maçã da esquina, o saco de batatas, etc, não necessariamente será produzido em tempo correlato por valor mais e mais barato, e terá de se instalar um processo deflacionário.

Nesse processo, ainda mais destrutivo que um processo inflacionário, quem possui a moeda não a troca, não consome, pois amanhã, por motivo inexorável, esta terá ainda maior poder de compra, e quem não a recebe em contrapartida na troca, não a tendo, “encalha” com seus bens, sofre “paradeiro” em seus serviços, e não cobre seus custos, pois está sem receita. A Espanha do período colonial, com despejo de remessas de ouro entre garimpado e roubado, mais roubado, em uma economia abundando de moeda, é o exemplo clássico, e o seu colapso sempre deve ser lembrado. Portanto, um tanto de inflação. mínima, estimula o consumo.

Como bem ensinam os austríacos: moeda não é riqueza. 

Explicando, os bens e serviços são riquezas.

A consequência do acima é que especialmente bitcoin é uma moeda intrinsicamente deflacionária, e como tal, destinada a apresentar problemas e limitações como sistema de troca, e proibitiva para países, até por necessários controle de câmbio com suas desvalorizações, em caso de necessidade ou simples fomento de exportações.

Portanto, por diversos motivos acima apresentados, não existe problema profundo em criptomoedas como meio de troca, não existem riscos muito diferentes de outros sistemas, podem existir aplicações dentro do criminoso, como existe com as notas de mil dólares há décadas entre traficantes de cocaína, não existe “investimento” nestas moedas, existem especulações oportunistas e com seus riscos, afirmações diversas podem estar escondendo esquemas financeiros Ponzi, “pirâmides”, pois um momento de colapso matematicamente virá a quem jura que uma valorização pode ser permanentemente sustentável, e existem limitações definitivas, economicamente, para que se apresentem como verdadeiras moedas, inclusive, se globalmente aceitas.


Notas

Rédito: Numa definição mais profunda, a remuneração de um ente econômico. Para a natureza, expressa em uma área de terra, o aluguel; para o trabalho, o salário; para o capital, o juro. Uma definição mais ampla pode ser encontrada em: knoow.net - Rédito

Os fenômenos de alternância de inflação por déficit e deflação por excedente de moeda em metais nobres da Espanha pode ser consultado em: en.wikipedia.org - Price revolution

domingo, 4 de junho de 2017

Janela de Overton


Nestes tempos de discursos tão inflamados e debates tão repletos de falácias, muitas vezes em defesa do completamente indefensável, vale a publicação destas traduções.


A janela de Overton, também conhecida como a janela do discurso, é o conjunto de ideias que um público irá aceitar. É usado por comentaristas em mídia.[1][2] O termo é derivado de seu criador, Joseph P. Overton (1960-2003) [3], um ex-vice-presidente do Mackinac Center for Public Policy [4], que em sua descrição de sua “janela” alegou que a viabilidade política de uma ideia depende principalmente sobre se ela cai dentro da “janela”, em vez de preferências individuais dos políticos.[5] Segundo a descrição de Overton, sua “janela” inclui uma série de políticas consideradas politicamente aceitáveis no (então) atual clima da opinião pública, a qual um político pode recomendar sem ser considerado muito radical para ganhar ou manter cargos públicos.

Overton descreve um espectro de "mais livre" a "menos livre" no que diz respeito à intervenção do governo, orientado verticalmente em um eixo para evitar a comparação com o espectro político esquerdista, porém representações horizontais são seguidamente usadas por outros autores em revisões e releituras.[6] Como o espectro se move ou se expande, uma idéia em um determinado local pode tornar-se mais ou menos politicamente aceitável. Seus graus de aceitação de ideias públicas são aproximadamente:[7]

  • Impensável
  • Radical
  • Sensível
  • Popular
  • Política

Janela de Overton 01.png

A janela de Overton é uma abordagem para identificar quais as ideias definem o domínio da aceitabilidade dentro de possíveis políticas governamentais de uma democracia. Os defensores de políticas fora da janela procuram persuadir ou educar o público, a fim de mover-se e / ou expandir a janela. Os defensores de políticas atuais, ou outras semelhantes, dentro da janela procuram convencer as pessoas de que as políticas externas devem ser consideradas inaceitáveis.

Após a morte de Overton, outros tem analisado o conceito de ajuste da janela, a promoção deliberada de ideias fora dela, ou idéias "marginais” (e exteriores), com a intenção de tornar ideias menos marginais aceitáveis por comparação.[8] A técnica de persuasão de "porta-na-cara" (DITF, door-in-the-face) é semelhante.

Precedentes históricos

A ideia ecoa várias expressões anteriores, as mais recentes e da mesma forma acadêmicas sendo as esferas de Hallins. Em seu livro de 1986, The Uncensored War, (A Guerra sem Censura),[9] o erudito de comunicação Daniel C. Hallin postula três áreas de cobertura da mídia na qual um tópico podem cair. As áreas são diagramadas como círculos concêntricos chamados esferas. Do interior para periféricas elas são: a Esfera do Consenso, a Esfera de Controvérsia Legítima e a Esfera do Desvio. Propostas e posições podem ser colocadas em diferentes graus de distância do centro metafórico, e os atores políticos podem lutar mais e ajudar a mudar essas posições.

A teoria de Hallin é desenvolvida e aplicada principalmente como uma teoria que explica níveis variados de objetividade na cobertura da mídia, mas também vale para o concurso permanente entre mídia e outros atores políticos sobre o que conta em desacordos como legítimos, potencialmente levando a mudanças nos limites entre as esferas. Como um estudo que aplica a teoria de Hallin explica, "as fronteiras entre as três esferas são dinâmicas, dependendo do clima político e da linha editorial dos vários meios de comunicação." [10] Desta forma, a idéia também capta o cabo-de-guerra sobre as fronteiras entre o discurso político normal e desviante.

Uma ideia similar à janela de Overton foi expressa por Anthony Trollope, em 1868, em seu romance Phineas Finn:

"Muitos dos que antes consideravam a legislação sobre o assunto como quimérica, será agora fantasia que só é perigosa, ou talvez não mais do que difícil. E assim, no tempo que virá a ser visto como entre as coisas possíveis, em seguida, entre as coisas prováveis; - e assim, finalmente, ela será variação na lista daquelas poucas medidas que o país requer, como sendo absolutamente necessária. Essa é a maneira em que a opinião pública é feita."

"Não é perda de tempo", disse Phineas, "ter dado o primeiro grande passo para fazer isso."

"O primeiro grande passo foi dado há muito tempo", disse o Sr. Monk, - "tomada por homens que estavam contemplado demagogos como revolucionários, quase como traidores, porque eles tomaram isso, mas é uma grande coisa para tomar qualquer passo que nos conduz para a frente."

Em seu discurso da "Emancipação da Índia Ocidental" em Canandaigua, Nova York, em 1857,[11] o líder abolicionista Frederick Douglass descreveu como a opinião pública limita a capacidade dos detentores do poder de agir com impunidade:

“Descobrir exatamente o que quaisquer pessoas vão calmamente submeter-se e descobrir a exata medida da injustiça e do mal que serão impostos sobre eles, e estes continuarão até que sejam resistidos com palavras ou golpes, ou com ambos. Os limites dos tiranos são determinados pela resistência daqueles a quem oprimem.”


Na cultura popular

O romance Boomsday, de Christopher Buckley, aplica-se à janela Overton no tema da reforma da Segurança Social nos Estados Unidos. A técnica utilizada foi produzir agitação para "transição voluntária", ou seja, o suicídio em uma certa idade em troca de benefícios, como um método de reduzir o custo da Segurança Social. Finalmente, o objetivo declarado era um resultado mais modesto de redução da carga que foi alegada que a imposta a pessoas mais jovens para os custos da segurança social.

Em 2010, o apresentador de programa de entrevista e colunista conservador Glenn Beck publicou um romance intitulado The Overton Window.[12]   

Owen Jones descreve a janela de Overton em discussão em uma palestra na Universidade Durham apresentada em 21 de janeiro de 2015, chamada The Establishment and how they get away with it (O Establishment e como eles se afastam com ele).[13] Em 7 de junho de 2015, a discussão em vídeo ao lançamento do livro The Racket: A Rogue Reporter vs. the Masters of the Universe (A Extorsão:Um Repórter Trapaceiro contra os Mestres do Universo), Owen Jones admite "Eu sou obcecado com o conceito" da janela Overton com descrição e discussão e exemplos de ideias que uma vez malucas são agora comuns, enquanto ideias uma vez dominantes são agora malucas.[14]   


Referências

1.David Weigel (2015-04-14). "Marco Rubio:No Iran Deal Unless the Country Recognizes Israel". Bloomberg Politics. Retrieved 2015-07-11.
2.Paul Krugman (2015-02-27). "The Closed Minds Problem". The New York Times. Retrieved 2015-07-11.
3.NNDB "intelligence aggregator" Web site, "Joseph P. Overton"
4."Joseph Overton biography and article index". Mackinac. Retrieved 2013-08-30.
5.Joseph Lehman. "A Brief Explanation of the Overton Window". Mackinac Center for Public Policy. Retrieved 7 July 2012.
6.Lehman, Joseph G. (November 23, 2009). "Glenn Beck Highlights Mackinac Center's "Overton Window""
9.Hallin, Daniel (1986). The Uncensored War: The Media and Vietnam. New York: Oxford University press. pp. 116–118.ISBN 978-0-19-503814-9.
10.Figenschou, Tine Ustad; Beyer, Audun (October 2014). "The Limits of the Debate How the Oslo Terror Shook the Norwegian Immigration Debate". The International Journal of Press/Politics. 19 (4): 435. doi:10.1177/1940161214542954.
12.Glenn Beck Web site, Books, "The Overton Window"
13."The Establishment and how they get away with it". YouTube. DurhamUniversity. Retrieved 2016-07-11.
14."How do we overthrow the racket". YouTube. Zed Books. Retrieved 2016-07-13.


Leituras recomendadas

Reinaldo Azevedo; A Janela de Overton – Ou: Como fazer a opinião pública se deslocar de um ponto para outro ignorando o mérito das questões - veja.abril.com.br

Breno França; Janela de Overton: como manipular a opinião pública; Mundo, Tecla SAP - papodehomem.com.br

“Há 20 anos, um americano elaborou uma teoria sobre como nós podemos ser levados a pensar o que um grupo de pessoas quer que nós pensemos”




Anexos

Técnica “porta-na-cara”

De: en.wikipedia.org - Door-in-the-face technique

A técnica “porta-na-cara” (DITF, door-in-the-face) é um método de conformidade comumente estudado em psicologia social.[1][2] O persuasor tenta convencer o entrevistado a cumprí-ka, fazendo um grande pedido de que o entrevistado provavelmente irá recusar, como um tapamento metafórico de uma porta no rosto do persuasor. O entrevistado é então mais propenso a concordar com um segundo pedido mais razoável, em comparação com o mesmo pedido razoável feito isoladamente.[1][2] A técnica DITF pode ser contrastada com a técnica “pé-na-porta”, FITD (foot-in-the-door), em que o persuasor começa com um pequeno pedido e aumenta gradualmente as demandas de cada pedido.[2][3] Enquanto a técnica FITD difere da DITF, também é uma técnica de persuasão que aumenta a probabilidade de um entrevistado concordar com o segundo pedido.[2][3]

Referências

1.Cialdini, R.B.; Vincent, J.E.; Lewis, S.K.; Catalan, J.; Wheeler, D.; Darby, B. L. (1975). "Reciprocal concessions procedure for inducing compliance: the door-in-the-face technique.". Journal of Personality and Social Psychology. 31: 206–215. doi:10.1037/h0076284.
2.Perloff, R. M. (2010). The dynamics of persuasion: Communication and attitudes in the 21st century (4th ed.). New York: Routledge. ISBN 9780415805681.
3.Pascual, A.; Guéguen, N. (2005). "Foot-in-the-door and door-in-the-face: A comparative meta-analytic study".Psychological Reports. 96: 122–128.doi:10.2466/PR0.96.1.122-128.


Técnica “pé-na-porta”


A técnica “pé-na-porta” (FITD, foot-in-the-door) é uma tática de conformidade que envolve a obtenção de uma pessoa para concordar com um grande pedido, configurando-o primeiro, fazendo com que essa pessoa aceite um modesto pedido.[1][2][3] A técnica “pé-na-porta” sucede devido a uma realidade humana básica que os cientistas sociais chamam de "aproximações sucessivas". Essencialmente, quanto mais um assunto acompanha pequenos pedidos ou compromissos, mais provável é que esse assunto continue na direção desejada de atitude ou mudança de comportamento e se sinta obrigado a acompanhar solicitações maiores.[4] O FITD trabalha primeiro recebendo um pequeno "sim" e depois obtendo um "sim" ainda maior.
O princípio envolvido é que um pequeno acordo cria um vínculo entre o solicitante e o requerente. Mesmo que o requerente só tenha concordado com um pedido trivial por cortesia, isso constitui um vínculo que - quando o requerente tenta justificar a decisão por si mesmo - pode ser confundido com uma verdadeira afinidade com o solicitante ou com um interesse no assunto Do pedido. Quando um pedido futuro é feito, o requerente se sentirá obrigado a agir de forma consistente com o anterior.[5]


Referências

1.Freedman, J. L.; Fraser, S. C. (1966). "Compliance without pressure: The foot-in-the-door technique.". Journal of Personality and Social Psychology. 4 (2): 195–202.doi:10.1037/h0023552.
2.Burger, J. M. (1999). "The Foot-in-the-Door Compliance Procedure: A Multiple-Process Analysis and Review".Personality and Social Psychology Review. 3 (4): 303–325.doi:10.1207/s15327957pspr0304_2.
3.Dillard, J. P. (1990). "Self-Inference and the Foot-in-the-Door Technique Quantity of Behavior and Attitudinal Mediation". Human Communication Research. 16 (3): 422–447. doi:10.1111/j.1468-2958.1990.tb00218.x.
4.Studentaffairs.umd.edu Archived May 30, 2010, at the Wayback Machine


Esferas de Hallin


As esferas de Hallin são uma teoria da objetividade da mídia postulada pelo historiador do jornalismo Daniel C. Hallin em seu livro The Uncensored War para explicar a cobertura da guerra do Vietnã.[1] Hallin divide o mundo do discurso político em três esferas concêntricas: consenso, controvérsia legítima e desvio. Na esfera do consenso, os jornalistas assumem que todos concordam. A esfera da controvérsia legítima inclui os debates políticos padrão, e os jornalistas devem permanecer neutros. A esfera do desvio está fora dos limites do debate legítimo, e os jornalistas podem ignorá-lo. Estes limites mudam, à medida que a opinião pública muda.[2]

Referências

1.Hallin, Daniel (1986). The Uncensored War: The Media and Vietnam. New York: Oxford University press. pp. 116–118. ISBN 978-0-19-503814-9.
2.For journalists covering Trump, a Murrow moment, By David Mindich, Columbia Journalism Review, July 15, 2016