quarta-feira, 3 de março de 2021

Crise de dívida - 4

 

Quarto de uma série traduzindo o artigo da Wikipédia em inglês sobre o conceito e artigos relacionados, com acréscimos.


Traduzido de: en.wikipedia.org - Debt crisis  


Traduzido de: en.wikipedia.org - Post-2008 Irish economic downturn 



Crise financeira irlandesa


Recessão econômica irlandesa pós-2008


A crise econômica irlandesa pós-2008 na República da Irlanda, [2] [3] [4] [5] [6] coincidiu com uma série de escândalos bancários, seguido do período do “Tigre Celta”, dos anos 1990 e 2000, de rápido crescimento econômico real alimentado pelo investimento estrangeiro direto, uma bolha imobiliária subsequente que tornou a economia real não competitiva, e uma expansão dos empréstimos bancários no início dos anos 2000. Uma desaceleração inicial do crescimento econômico em meio à crise financeira internacional de 2007-2008 intensificou-se muito no final de 2008 e o país entrou em recessão pela primeira vez desde os anos 1980. A emigração, assim como o desemprego (particularmente no setor da construção), escalou para níveis nunca vistos desde aquela década. 




Déficit do governo irlandês em comparação com outros países europeus 

e os Estados Unidos (2000–2013). [1] 



O índice geral da Irish Stock Exchange (ISEQ, “Bolsa de Valores Irlandesa”), que atingiu um pico de 10.000 pontos brevemente em abril de 2007, caiu para 1.987 pontos ― uma baixa de 14 anos ― em 24 de fevereiro de 2009 (a última vez que estava abaixo de 2.000 foi em meados de 1995). [7]  Em setembro de 2008, o governo irlandês ― uma coalizão Fianna Fáil-Green ― reconheceu oficialmente a queda do país na recessão; um grande salto no desemprego ocorreu nos meses seguintes. A Irlanda foi o primeiro estado da zona do euro a entrar em recessão, conforme declarado pelo Central Statistics Office (CSO, “Escritório Central de Estatísticas”). [8]  Em janeiro de 2009, o número de pessoas vivendo com seguro-desemprego subiu para 326.000 ― o nível mensal mais alto desde que os registros começaram em 1967 ― e a taxa de desemprego aumentou de 6,5% em julho de 2008 para 14,8% em julho de 2012. [9]  A queda da economia atraiu 100.000 manifestantes às ruas de Dublin em 21 de fevereiro de 2009, em meio a mais conversas sobre protestos e ações sindicais. [10]  


Com os bancos "garantidos" [11] e a Agência Nacional de Gestão de Ativos (NAMA) criada [12] na noite de 21 de novembro de 2010, o Taoiseach Brian Cowen confirmou na televisão ao vivo que a troika UE / BCE / FMI estaria envolvendo nos assuntos financeiros da Irlanda. O apoio ao partido Fianna Fáil, dominante durante grande parte do século anterior, desmoronou; em um evento sem precedentes na história do país, caiu para o terceiro lugar em uma pesquisa de opinião conduzida pelo The Irish Times ― ficando atrás do Fine Gael e do Partido Trabalhista, este último superando o Fianna Fáil pela primeira vez. Em 22 de novembro, os Verdes convocaram uma eleição para o ano seguinte. [13]  As eleições gerais de 2011 substituíram a coalizão governante por outra, entre Fine Gael e Trabalhista. Essa coalizão continuou com as mesmas políticas de austeridade da coalizão anterior, já que os maiores partidos do país favorecem uma agenda semelhante, mas posteriormente perderam o poder nas Eleições Gerais de 2016. 


As estatísticas oficiais mostraram uma queda na maioria dos crimes, coincidindo com a desaceleração econômica. Os roubos, no entanto, aumentaram cerca de 10% [14] e os crimes de prostituição registrados mais que dobraram de 2009 a 2010. [15] [16]  No final de 2014, a taxa de desemprego era de 11,0% na medida ajustada sazonalmente, ainda mais do que o dobro das mínimas de meados da década de 2000, mas abaixo de um pico de 15,1% no início de 2012. Em maio de 2016, esse número caiu para 7,8%, [17] e voltou a um nível anterior à retração de 4,5% em junho de 2019. [18]   


Referências


1."General government surplus/deficit as percentage of GDP". Google/Eurostat. 27 October 2012. 


2."Trends in Economic Stress and the Great Recession in Ireland". Department of Social Protection. 12 May 2014.  


3."Wage Flexibility and the Great Recession: The Response of the Irish Labour Market" (PDF). Trinity College, Dublin. 9 September 2014. 


4."The Great Recession had a HUGE impact on Ireland's young people". TheJournal.ie. 5 February 2015. 


5."Economic stress and the great recession in Ireland: polarization, individualization or 'middle class squeeze'" (PDF). University College Dublin.


6."Winners And Losers? The Equality Impact of the Great Recession in Ireland". The Equality Authority. 2014. Archived from the original on 20 April 2015.


7."ISEQ falls to 14-year low". RTÉ News. Raidió Teilifís Éireann. 24 February 2009. Archived from the original on 25 February 2009.


8."Central Statistics Office Ireland Key short-term economic indicators:Gross Domestic Product (GDP)".


9."Seasonally Adjusted Standardised Unemployment Rates"


10."Huge protest over Irish economy". BBC. 21 February 2009. Archived from the original on 21 February 2009.  


11."Credit Institutions (Financial Support) Act 2008". Iris Oifigiúil. 2 October 2008. 


12.Lenihan, Brian (16 September 2009). "National Asset Management Agency Bill 2009, Second Stage Speech" (PDF). Archived from the original (PDF) on 21 July 2011. 


13."Green Party calls for election date to be set". RTÉ News. 22 November 2010.  


14."Burglary and related offences". Central Statistics Office. 20 December 2012. Archived from the original on 19 January 2013.  


15."Public order and other social code offences". Central Statistics Office. 20 December 2012. Archived from the original on 19 January 2013. 


16.McDonald, Henry (26 January 2013). "Irish police launch hunt for gang after detective shot dead". The Guardian. London: Guardian Media Group. 


17."Unemployment falls to post-crash low of 7.8%". The Irish Times. 31 May 2016. 


18.CSO statistical release, 02 July 2019, Monthly Unemployment 

terça-feira, 2 de março de 2021

Alguns comentários sobre criptomoedas - 2

  

Novamente, abordaremos algumas questões economicamente simples, praticamente postulados, do que seja valor de um bem ou serviço, sua expressão em moeda, o tamanho de uma economia e sua necessidade de meio circulante, e algo que tem de ficar bem claro sobre o que seja um “investimento”.


Alguns pontos fundamentais:


1) Não pode haver ativo que permanentemente aumente em valor real. 


Obs.:

a) Questões inflacionárias são aqui secundárias, pois a moeda que está relativamente quantificando o valor, no caso, está diminuindo seu valor frente à outras mercadorias.


b) Isso vale para moedas, ouro e outros metais preciosos, pedras preciosas, ou qualquer produto por mais estável em atratividade que seja, e mesmo imóveis, um caso ilusório clássico e com a característica tendência de gerar bolhas. 



www.newsbtc.com 



2) Uma moeda valorizar implica em deflação generalizada dos bens que compra e serviços que paga. Noutras palavras, para aquele que possui certa reserva em determinada moeda, à medida que o tempo passa, mais mercadorias e serviços ele pode pagar com o mesmo volume de moeda. 


Obs.: Deflações são economicamente mais destrutivas que inflações. Noutras palavras, os processos deflacionários destroem a circulação de riqueza, enquanto os processos inflacionários podem inclusive fomentar o consumo ainda mais, sendo exemplo simples as compras exageradas de produtos em meio a um cenário onde os bens são previstos para em breve necessitarem de mais moeda para serem adquiridos.


Por uma descrição simples, quando a moeda constantemente está valorizando, como já apresentamos, retarda-se a aquisição de um bem ou a requisição de um serviço no tempo, pretendendo-se adquirir mais bens ou contratar serviço a preço mais barato.


3) O lançamento de moeda num mercado implica em volume de crescimento que seja representado por este meio circulante - isso se houver prudência e análise técnica da questão. [Nota TQM]


Uma economia (de um país) que cresça digamos X %, implica no lançamento de moeda em volume Y, pois a quantidade de riqueza total obviamente aumentou. Assim, para um quadro de economia crescente, é bastante claro que a moeda que representa essas riquezas em sua circulação tenha de estar disponível em volume também crescente.

Quando se entende que (1) impede um bem (mesmo moeda) de permanentemente valer mais em relação a todos os outros bens, de (2) que uma moeda que sempre se valorize implicaria em deflação e de (3) a impossibilidade de existir uma moeda que numa economia em crescimento tenha seu volume total “teto” determinado, se percebe que as moedas digitais afirmadas como sempre se valorizando e cujo volume tem um limite inquebrantável não pode servir nem de “investimento” * nem de meio circulante geral de uma economia.


*Especulação, que é flutuante no tempo e pode ser lucrativa mas implica em riscos, é outra questão.



Para um detalhamento maior de algumas questões, recomendamos:

Alguns comentários sobre criptomoedas - Liberalismus 


Notas


TQM 


A Teoria Quantitativa da Moeda e sua crítica e equilíbrios apontados por muitos economistas nas últimas décadas rende um bocado de estudo, e abaixo listamos algumas fontes:


“A teoria quantitativa da moeda é a teoria que relaciona a inflação à oferta de moeda em uma economia, sendo que a quantidade de moeda disponível determina o nível dos preços em uma economia, e por sua vez, a taxa de crescimento da quantidade de moeda determina a taxa de inflação.” ― Tiago Reis. Teoria quantitativa da moeda: a inflação pelo excesso de oferta de moeda. 29/09/2018.- www.suno.com.br 


“A Teoria Quantitativa da Moeda é uma teoria econômica que relaciona a variação de preços da economia com a quantidade de moeda disponível.


Por essa teoria, se houver uma emissão muito elevada de moeda que supere o aumento do produto, esse aumento causará inflação.


Este cenário já era percebido durante o século XVI com a entrada de grandes quantidades de ouro e prata em países europeus. Trazidas das Américas, estas matérias acabavam por se transformar em mais moeda em circulação.


Esta teoria foi sendo desenvolvida ao longo dos anos, fazendo parte de áreas da ciência econômica como a economia monetária e a macroeconomia, além de ser defendida pelos economistas monetaristas. Já a sua oposição é feita pelos defensores de economias keynesianas." ― Teoria Quantitativa da Moeda - www.dicionariofinanceiro.com  



pt.wikipedia.org - Teoria quantitativa da moeda 


 


Extras

1


Casos de “investimento” em criptomoedas que tornaram-se “sistemas Ponzi”:


Bitcoins, pirâmide financeira e fuga para Dubai: brasileiro aplica golpe de R$ 200 milhões


29/04/2018 - noticias.uol.com.br  



Polícia aponta vingança no assassinato de líder de golpe de R$ 200 milhões


Márcio Rodrigo Santos, apontado como líder da D9 Clube de Empreendedores


30/11/2018 - noticias.uol.com.br 



2


Diego Garcia - @dimacgarcia - no Twitter:


“Se alguém diz que ganha muito dinheiro na B3, em criptomoedas ou alugando ativos, teoricamente não precisaria vender curso.


Quem construiu patrimônio para viver de renda passiva não criaria algo em que precise correr atrás da máquina e dar suporte.


O golpe tá aí, cai quem quer.


Disclaimer: Eu não estou me referindo a quem vende cursos ou livros que entregam um mindset de investidor ou uma metodologia de educação financeira.


Esses cursos são importantes e fazem toda a diferença, pois te ajudam a não cometer erros básicos que podem te desmotivar.” 

segunda-feira, 1 de março de 2021

Crise de dívida - 3

  

Terceiro de uma série traduzindo o artigo da Wikipédia em inglês sobre o conceito, com acréscimos.


Traduzido de: en.wikipedia.org - Debt crisis 

 

Outras crises da dívida europeia


Crise da dívida grega

Cronograma da crise da dívida grega


Dezembro de 2009 - Uma das três principais agências de classificação do mundo rebaixa a classificação de crédito da Grécia em meio a temores de que o governo possa dar um calote em sua dívida crescente. O primeiro-ministro Papandrou anuncia programa de duros cortes de gastos públicos. 


Janeiro-março de 2010 - Mais duas rodadas de duras medidas de austeridade são anunciadas pelo governo, e o governo enfrenta protestos e greves em massa. [15]   


2010 abril-maio - O déficit foi estimado que até 70% dos títulos do governo grego eram detidos por investidores estrangeiros, principalmente bancos. [16] Após a publicação de dados do PIB que mostraram um período intermitente de recessão a partir de 2007, [17] as agências de classificação de crédito rebaixaram os títulos gregos ao status de lixo no final de abril de 2010. Em 1 de maio de 2010, o governo grego anunciou uma série de medidas de austeridade. [18] 


100.000 pessoas protestam contra as medidas de austeridade em frente ao edifício do parlamento 

em Atenas (29 de maio de 2011). 


Protestos em Atenas em 25 de maio de 2011.



2011 Julho - Novembro - A crise da dívida se aprofunda. Todas as três principais agências de classificação de crédito reduziram o da Grécia a um nível associado a um risco substancial de inadimplência. Em novembro de 2011, a Grécia enfrentou uma tempestade de críticas sobre seu plano de referendo. Papandreou o retira e, em seguida, anuncia sua renúncia. [15] 


2012 Fevereiro - dezembro - O segundo programa de resgate foi ratificado em fevereiro de 2012. Um total de € 240 bilhões deveria ser transferido em parcelas regulares até dezembro de 2014. A recessão piorou e o governo continuou a hesitar sobre a implementação do programa de resgate. Em dezembro de 2012, a Troika concedeu à Grécia mais alívio da dívida, enquanto o FMI concedeu um extra de € 8,2 bilhões em empréstimos a serem transferidos de janeiro de 2015 a março de 2016.  


2014 - Em 2014 as perspectivas para a economia grega eram otimistas. O governo previu um superávit estrutural em 2014, [19] abrindo o acesso ao mercado de crédito privado na medida em que todo o seu déficit de financiamento para 2014 foi coberto por vendas de títulos privados. [20]  


2015 junho - julho - O parlamento grego aprovou o referendo sem acordo provisório de resgate. Muitos gregos continuaram retirando dinheiro de suas contas, temendo que os controles de capital fossem invocados em breve. Em 13 de julho, após 17 horas de negociações, os líderes da zona do euro chegaram a um acordo provisório sobre um terceiro programa de resgate, substancialmente o mesmo que sua proposta de junho. Muitos analistas financeiros, incluindo o maior detentor privado de dívida grega, gerente de empresa de private equity, Paul Kazarian, encontraram problemas com suas conclusões, citando-as como uma distorção da posição de dívida líquida. [21] [22]  


2017 - O ministério das finanças grego informou que a carga da dívida do governo agora é de € 226,36 bilhões, após um aumento de € 2,65 bilhões no trimestre anterior. [23]  Em junho de 2017, os noticiários indicaram que o "peso da dívida esmagadora" não tinha sido aliviado e que a Grécia corria o risco de não cumprir alguns pagamentos. [24]  


2018 - A Grécia saiu com sucesso (conforme declarado) dos resgates em 20 de agosto de 2018. [25]    


Reestruturação da dívida grega


Ele se destaca na história da inadimplência soberana. A reestruturação da dívida grega em 2012 conseguiu um alívio da dívida muito grande ― com interrupção financeira mínima, usando uma combinação de novas técnicas legais, incentivos em dinheiro excepcionalmente grandes e pressão oficial do setor sobre os principais credores. Mas isso teve um custo. O momento e o desenho da reestruturação deixaram dinheiro na mesa do ponto de vista da Grécia, estabeleceram precedentes e criaram um grande risco para o contribuinte ― particularmente em seu tratamento muito generoso aos credores holdout ― que provavelmente tornarão futuras reestruturações de dívidas na Europa mais difíceis. [26]  


Efeitos 


Levando em consideração que a característica mais característica do panorama social grego na crise atual é o aumento acentuado do desemprego. A taxa de desemprego flutuou em torno da marca de 10% na primeira metade da década anterior. Em seguida, começou a cair até maio de 2008, quando os números do desemprego atingiram seu nível mais baixo em mais de uma década (325.000 trabalhadores ou 6,6% da força de trabalho). Embora as perdas de empregos envolvam um número excepcionalmente alto de trabalhadores, a perda de rendimentos para aqueles que ainda estão empregados também foi significativa. O rendimento bruto real médio dos empregados perdeu mais terreno desde o início da crise do que ganhou nos nove anos anteriores. [27]   


Em fevereiro de 2012, foi relatado que 20.000 gregos ficaram desabrigados durante o ano anterior, e que 20 por cento das lojas no centro histórico da cidade de Atenas estavam vazias. [28]   


Referências


15."Greece profile-Timeline". BBC. 10 July 2010.  


16."Greece's sovereign-debt crisis: Still in a spin". The Economist. 15 April 2010. 


17."Quarterly National Accounts: 3rd Quarter 2014 (Flash Estimates) and revised data 1995 Q1-2014 Q2" (PDF). Hellenic Statistical Authority (ELSTAT). 14 November 2014. Archived from the original (PDF) 


18."Fourth raft of new measures" (in Greek). In.gr. 2 May 2010. Archived from the original on 5 May 2010.  


19."Greek economy to grow by 2.9 pct in 2015, draft budget". Newsbomb.gr. 6 October 2014.  


20."Greece plans new bond sales and confirms growth target for next year". Irish Independent. 6 October 2014.   


21."Investor Paul Kazarian returns with campaign for 'five-star' finance minister, Ilias Bellos - Kathimerini".


22.Chrysopoulos, Philip. "Paul Kazarian: Greece's Largest Private Debt Owner Says Greek Debt Is Lower Than We Think [video] - GreekReporter.com".   


23.Jennifer Rankin; Helana Smith (20 February 2017). "Greece standoff over €86bn bailout eases after Brussels deal". The Guardian.   


24.El-Erian, Mohamed (22 June 2017). "Greek debt: IMF and EU's quick fix isn't enough - Mohamed El-Erian". the Guardian.  


25."Greece exits final bailout successfully: ESM". Reuters. 20 August 2018.   


26."The Greek debt restructuring: an autopsy". Oxford Journals. 1 July 2013.   


27.Matsaganis, Manos (November 2013). "The Greek Crisis: Social Impact and policy responses" (PDF). Friedrich Ebert Stiftung.   


28.Kerin Hope (17 February 2012). "Grim effects of austerity show on Greek streets". The Financial Times. Retrieved 19 February 2012. “Pelo menos não estou morrendo de fome, há padarias que me dão alguma coisa e posso comprar souvlaki [kebab] que sobrou em uma lanchonete tarde da noite ", disse [um grego sem-teto]." Mas há muito mais de nós agora, então quanto tempo isso vai durar?”