sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Um pronunciamento de Mantega


crazyseawolf.blogspot.com

MANTEGA: 
NÃO TEM FUNDAMENTO CERTO PESSIMISMO EM CERTAS ANÁLISES POR AÍ
São Paulo, 16/08/2013 – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse há pouco, durante entrevista coletiva após ter participado do Fórum Nacional de Empresários, que a economia brasileira tem se comportado razoavelmente bem. Ele disse que não “tem fundamento certo pessimismo em certas análises por aí”. De acordo com Mantega, alguns setores da economia
já estão crescendo, citando como exemplo o setor automotivo, construção civil e químico. “A economia cresceu razoavelmente no primeiro semestre e deve continuar crescendo no segundo semestre”, afirmou o ministro.
Ele reconheceu haver ainda alguns problemas decorrentes da economia internacional, que ainda não foram resolvidos, mas que já há sinais de algum crescimento no setor externo. “Se não for em 2013, será em 2014 a retomada da economia internacional que impulsionará a brasileira”, continuou. Mantega também avaliou que a inflação no primeiro semestre “causou algum estrago”, corroendo o poder de compra de uma
parcela da população. Mas de acordo com o ministro, a inflação já começa a dar sinais de estabilidade. Isso, somado ao aumento do crédito, trará algum estímulo ao comércio varejista, segundo Mantega. Ele afirmou que, no primeiro semestre, o varejo não foi bem, mas que dará uma virada na segunda metade do ano.  - economia.estadao.com.br



Rapidamente, três das falácias recorrentes deste senhor:


1) “problemas decorrentes da economia internacional”


Do que raios ele está falando? Se tal argumento fosse válido, não teríamos o desempenho mais pífio entre os BRICS[Nota 1], e não teríamos também desempenho mais pífio que os latino-americanos [Nota 2], muitas vezes, com economias muitíssimo mais fracas e menos integradas no internacional que nós.


2) “a inflação já começa a dar sinais de estabilidade”


Sim, por analogia, um prejuízo estável de 6% ao ano não é um problema, pois é estável, ou um câncer crescendo estavelmente não seria uma moléstia.


O problema não é ser estável, e sim, ser alta[Nota 3], e pior, renitente – o que é uma palavra desagradável para “estável”, no caso.


3) ” Isso, somado ao aumento do crédito, trará algum estímulo ao comércio varejista”


Sem querer parecer ser muito “austríaco”, que nem a pleno sou, então, por que não elevar a cessão de crédito pública para o dobro[Nota 4], já que tal seria solução?


Exatamente porque crédito não é a solução![Nota 5]

Acrescento uma citação simplíssima, direta e clara:

E tudo isso não basta. No último dia 05 de fevereiro, o Ministro da Fazenda Guido Mantega disse para jornalistas que a solução para o endividamento da população seria mais crédito: Se aumentar o volume (de crédito), melhora a economia e cai a inadimplência. Esta é que é a questão. Chega uma hora em que a inadimplência, para cair, precisa de mais crédito. O cidadão que pegou um empréstimo, depois ficou sem crédito para poder pagar a conta. Porque é assim: o tomador paga o crédito tomando novo empréstimo, isso se chama rolagem.” Lamentavelmente, os danos para nossa economia serão gigantescos caso perpetuemos este tipo de política econômica. Não há como curar o paciente com o mesmo veneno que o intoxicou. Quem pode achar ser saudável emprestar o dinheiro que não se tem? Se não é saudável para as finanças de ninguém, por que seria para o país?



Insanidade em indivíduos é algo raro - mas em grupos, festas, nações e épocas, ela é uma regra. - Friedrich Nietzsche


Não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes. - Albert Einstein




Notas


Nota 1: Brasil deixa de ser lanterna dos Brics e fica atrás apenas da China, diz IBGE - economia.ig.com.br


Nota 2: Paulo Kliass; Mais razões para outro PIB fraquinho em 2013 - www.cartamaior.com.br


Nota 3: LUCIANNE CARNEIRO; Cenário da inflação ainda é adverso e variação em doze meses é alta, dizem economistas - oglobo.globo.com


Nota 4: Neste campo, leitura não falta.

4.1. Rodrigo Constantino; Crédito murchando -
rodrigoconstantino.blogspot.com.br
4.2. Rodrigo Constantino; Caixa de Pandora -
veja.abril.com.br
4.3. Rodrigo Constantino; O estado banqueiro - veja.abril.com.br
4.4. Rodrigo Constantino; A economia brasileira encontra-se em uma encruzilhada - www.imil.org.br
4.5. Alexandre Schwartsman; A razão do "pibinho" - www1.folha.uol.com.br
4.6. Alexandre Schwartsman; Non sequitur - www1.folha.uol.com.br

Nota 5: Intervencionismo - Uma análise econômica - Capítulo III - INFLAÇÃO E EXPANSÃO DO CRÉDITO -
www.mises.org.br


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Pressões econômicas




Resumo


Uma rápida análise das proporções entre carga tributária e renda, expressa pelo PIB per capita, e por similaridade, a proporção entre volume de crédito e renda.

                eduardohomemdecarvalho.blogspot.com



Pressão tributária


Definamos primeiramente o conceito de pressão tributária.

A carga tributária sobre o PIB é uma medida de quanto a economia de uma nação tem de se esforçar para pagar os custos de seus estado, não interessando o retorno deste custo em serviços (ou mesmo benesses) à sua população.


Assim, por este valor, já detectamos que temos problemas. Países ricos como a França (1° no ranking, 44%), a Alemanha (2°, 43%), com seus estados altamente protetores e provedores, mesmo se inspirados, num determinado momento, no “tratamento holandês” (Holanda, 38%, 4°) são coerentes. Uma nação imensamente rica como os EUA, paradoxalmente, tem carga de 24% sobre o seu colossal PIB (15°) - e citaria que ao contrário do que muitos pensam, um orçamento militar baixo em relação a este. Exemplo similar é o Japão, com 23%, idêntico à Austrália, respectivamente 17° e 18° no ranking.[1]


Países de acelerado desenvolvimento como a China (24%, 16°), Rússia (19%, 20°), Índia (12%, 22°) e México (10%, 23°) já mostram nossa anomalia, como sendo o 6° com carg de 34%, e para nossa tristeza, com retorno em serviços para a população entre as piores colocações.[2]


Notemos que incorreções e desatualizações nos números são insignificantes frente ao problema.


Pressão tributária é um índice, diria “forçado”, que interpreta o quanto não a carga tributária implica sobre a economia, mas sobre a renda de cada indivíduo. É expresso, por exemplo, pela razão entre a carga tributária tributária sobre o PIB, digamos em percentual, pelo PIB per capita. Neste caso, esquece-se a unidade, pois surge um valor que serve como um termômetro de quanto os indivíduos estão se sacrificando pela tributação. Outros autores, muito mais criteriosos poderiam fazer correlações diversas destas, com outros valores, mas a medida buscada seria a mesma, monstrando que a China, com sua enorme população, carrega, mesmo com carga tributária igual aos EUA, menos cada indivíduo devido a ter população maior, esquecendo-se o fato de que possui economia pouco menor, ou que a Alemanha, mesmo com carga tributária mais alta, carrega menos seus indivíduos que o Brasil, exatamente por possuir renda mais alta.


Aqui, apresentamos pressões tributárias em % da carga tributária sobre o PIB, dividido pelo PIB per capita, multiplicado por 1 milhão para termos um valor fácil de ser lido, até a segunda casa decimal.


País
Carga Trib./PIB
PIB Per Capita
Pressão Tributária
Índia
12%
1527
78,59
China
24%
6094
39,38
Brasil
34%
12078
28,15
Rússia
19%
13542
14,03
México
10%
9489
10,54
França
44%
44400
9,91
Alemanha
43%
44555
9,65
Holanda
38%
47172
8,06
Japão
23%
45774
5,02
EUA
24%
48147
4,98
Austrália
23%
66983
3,43


Valores do PIB per capita coletados da trivial Wikipedia.

Para formato planilha, ver
docs.google.com.


Notemos que nesta situação, do conjunto apresentado, somos a terceira pressão tributária mais alta, só perdendo para dois países de renda mais baixa que a nossa, e repetimos, infelizmente, bastante distantes de diversos países ricos, que pela maneira com que calculamos tal “termômetro”, situam-se em valores menores que uma dezena.

Gosto de explicar esta grandeza citando que um americano médio, se carregado com mais 10% em sua renda com carga tributária, passará a ter uns residuais 44 mil dólares por ano, o que o fará ainda ser mais rico que um francês. Já um brasileiro, com a mesma adição de carga tributária, que será de apenas mais 1200 dólares, se tornará mais pobre ainda.


Uma similar pressão do crédito

Por similaridade, podemos fazer o mesmo para o volume de crédito sobre PIB, contra a renda, e obter um avaliação da “pressão de crédito”. Novamente multiplicamos a razão crédito sobre PIB pelo PIB
per capita multiplicado por um milhão, visando um valor mais sensível rapidamente.


Percebe-se que nos países apresentados, já ocupávamos a segunda posição em 2008, e em 2012, passamos à primeira posição, sendo que todos os países aí mostrados tem um PIB per capita pelo menos mais de 3 vezes o nosso. O problema é de tal monta que novamente repetimos que imprecisões, fontes desatualizadas e flutuações oriundas de erros até significativos não alteram a análise.


País
Crédito sobre PIB
PIB per capita
Pressão do Crédito
Brasil (2012) [5]
55,2%
11303
48,84
Grã-Bretanha, considerado Reino Unido [3]
160%
36119
44,30
Brasil (2008) [4]
37%
8628
42,88
EUA [3]
180%
48147
37,39
Itália [3]
90%
37046
24,29
Suiça [3]
160%
75835
21,10
França [3]
90%
44400
20,27

Para formato planilha, ver
docs.google.com .

Citamos: “Em relação ao BRICS somos o terceiro país com a maior relação crédito PIB, estamos a frente da Rússia e Índia, mas muito atrás de China (136% do PIB) e África do Sul ( 145%/ PIB).”
[6]


Um gráfico do crédito em relação ao PIB mostra a curva que estamos cursando:
Em valor




Um somatório de exposição dos dois tipos de dados pode ser visto em:





Dados formulados pelo economista Fernando Nogueira Costa.[6]

Por similaridade podemos explicar esta grandeza citando que um americano médio, se carregado com mais 10% em sua renda com necessidades de pagamento de crédito, disporá ainda de também residuais 44 mil dólares por ano, o que ainda o fará ainda ser mais rico que um francês. Já o brasileiro, com a mesma adição de custos da tomada de crédito, novamente os mesmos 1200 dólares, disporá menos ainda para opções em seu consumo.



Apêndice

Para crédito imobiliário sobre PIB, recomendamos:

Países que apresentam uma elevada relação Crédito ... - CDES




Em PPT: www.cdes.gov.br/.../paulo-safady-simao-credito-imobiliario-.html



Referências
1. Rodrigo Piva; Países com as maiores cargas tributárias do mundo - curiosando.com.br


2. Rodrigo Piva; Brasil fica em último lugar em Índice de Retorno à Sociedade pelo que se paga em Impostos - curiosando.com.br


3. Relação crédito-PIB no Brasil é inferior a de outros países - opiniaoenoticia.com.br


4. Economia Brasileira -  www.suapesquisa.com


5. Política Monetária e Operações de Crédito do SFN - www.bcb.gov.br


6. Crédito ao Setor privado em % do PIB - economidiando.blogspot.com.br

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Política, geração de caixa e algumas lições


Toda a análise política é multidimensional e não tolera graduação linear. Em suma, não existe plenamente democracia.

Igualmente, não existe regime plenamente totalitário. Liberdade implica em desigualdade e igualdade implica certa rigidez.

Poderíamos dizer que a Venezuela é uma democracia com estado fortemente autoritário e sem liberdade plena de imprensa...

... e assim ad infinitum.

Política, como a Biologia, é domínio de geometrias multifragmentadas.


rr.sapo.pt


Tente aprender um pouco de tudo, e tudo de um pouco. Thomas Huxley



Geração de Caixa

Louco é aquele que tem um bar, compra dez mil garrafas de cerveja por mês, cada uma a 4, vende por 7, e acha que com os 30 mil gerados pode pagar 1 centavo a mais que 30 mil de despesas no período, sejam elas quais forem, sem que algum dano em algum ponto do fluxo ou do "razão" não seja gerado.

Achou o exemplo banal? Multiplique os números acima por mil e terá os mesmos números de uma cadeia de lojas, com mais uma multiplicação por mil, uma empresa bem robusta, e com mais 1000, uma economia de um continente.

O resto, só chorumelas de quem não entende o básico dos básicos.


Certos personagens caem neste erro mesmo quando recebem quantidade significativas de dinheiro sem muito esforço, e com o pior dos resultados.

Tratei disto aqui:


Uma foto que é lendária como amostra da desigualdade de renda no Brasil, Paraisópolis na "fronteira" com Morumbi. - onecentatatime.com



Prudência é uma virtude. - de um de meus grandes mestres ao longo da vida.



Lições sobre determinado momento que estamos vivendo


Frases de efeito e motivacionais do Eike Batista e frases de prudência de Pai Xicão de Passo Fundo, o personagem que criei para ironizar o insano período que estamos vivendo:

“Ousadia é uma das qualidades do empreendedor. O mundo pertence aos ousados.”

Não há fluxo de caixa que resista a uma gestão de caixa irresponsável.

Não há patrimônio que resista a uma gestão temerária.

“Uma das maiores virtudes de uma pessoa é a sua capacidade de aceitar grandes riscos.”

Saltar de um avião sem paraquedas não é aceitar grandes riscos, é ser um idiota ou um suicida.

“Crie projetos a prova de crise e avance sem parar adiante.”

Crie projetos destinados à uma crise e verás que de projetos maravilhosos mas irresponsáveis as paredes de todas as celas do inferno são revestidas.

Para todo negócio fracassado, sempre existiu uma planilha que mostrava resultados maravilhosos.

“Se eu souber as regras do jogo, eu sento na mesa e jogo.”

Aprenda a jogar melhor, sempre, pois o mercado é um jogador implacável e joga no coletivo direcionado não pelo seu membro mais idiota, mas pela simples opinião de seu mais esperto.

“Tenho alguma coisa com a natureza. Onde eu furo, eu acho.”

Tem uma coisa que aprendi sobre a natureza: a desgraçada é uma madrasta mais que perversa.

“Meu objetivo é desbancar o Bill Gates em cinco anos.”

Não pretenda ser rico. Procure antes, não marchar inexoravelmente para ser um falido

“Eu tenho de competir com Slim. Eu não sei se vou ultrapassá-lo pela esquerda ou pela direita, mas eu vou ultrapassá-lo.”

Para não ser mais um falido, e não arrastar outros para sua pira funerária alimentada pela fogueira das vaidades, chame como consultor quem realmente entenda do assunto, e depois de ouví-lo, ainda procure no mercado uma segunda opinião.

Gaiola bonita jamais deu de comer a passarinhos.

“Não é minha pretensão apontar caminhos, mas ficarei feliz em saber que um dia minha caminhada inspirou alguém na condução dos seus próprios negócios.”

Adoro os contra-exemplos. É um caminho sábio e maravilhoso de não repetir erros de outros.

“Digo a todo jovem que quer ser empreendedor que é preciso se superar.”

“Espero estar motivando um exercito de jovens brasileiros a se ultrapassarem. Sei que podem, pois eu fiz.”

“A palavra é e será sempre um dos ativos mais valiosos do empreendedor.”

Apenas discursos não geram riqueza.

“Quero ser lembrado como alguém que ajudou o Brasil a ser mais eficiente.”

Quero ser lembrado como alguém entre muitos que ensinou o brasileiro a não cometer erros grosseiros.

“Uma companhia precisa de movimento. Calmaria é bom para quem não quer sair do lugar.”

Ventania move folhas e até derruba árvores. Não implica em por gerar movimento colocar uma única semente em local adequado.

“Um empreendedor tem de estar preparado para evoluir na adversidade.”

Um empreendedor tem de estar atento sempre para não meter-se em enrascadas irresolvíveis.

“Quanto maior o problema, maior deve ser o estímulo.”

O fim do mundo se dará em 10 minutos. Podemos evitá-lo. Planeemos por 7 minutos e executemos o melhor plano nos últimos 3.

“Nunca pare de sonhar e nunca desista de um sonho.”

Sonhos lindos desconexos com a realidade são maravilhosos para a literatura e outras artes. No mundo dos negócios, é o caminho mais irrealista para chegar-se mais factualmente a um buraco.

“Tenho pena do pequeno investidor que vendeu com base nas recomendações.”

Tenho alegria por ver que muitos investidores preferem não fazer um negócio do que realizar o pior possível.

A melhor maneira muitas vezes de realizar um negócio é não fazê-lo.

“Se o mercado não me quer, eu me quero.”

Narciso amava apenas o que via no espelho e acabou afogado.



Extras

1


Um dia a farra se esgota.




Não há orçamento público que resista à insanidade de populistas. A roubalheira vem de brinde.

Triste o momento quando um governo não tem vergonha na cara e não se vê nele a cara de alguém que tenha vergonha. - Eu mesmo, no Twitter


2




Comentários no blog Bolha Imobiliária

ex-Rodrigo: Essa bolha já estourou e está murchando de forma não tão danosa à economia porque a crise ainda não chegou e porque a população não tem renda pra se endividar como fez a população americana e espanhola.

Cleyton: Rodrigo, na minha opinião, ainda não tão danosa porque as consequências estão sendo adiadas, empurradas de um setor para o outro, o governo tem cada vez mais pratos para manter rodando sobre as varetas, é evidente que o governo já não está dando conta de manter o barco no prumo.

Meu comentário: Com a capacidade de fazer bobagem – entenda-se aquilo chamado de “medidas” - que o governo pode dispor, como simplesmente “digitar dinheiro” – não será só a bolha que desinflará lentamente, ainda que inexoravelmente, mas a própria economia que decairá constante, rumo a uma estagnação completa e aperto generalizado.

Não vejo limites numéricos para o item inflação numa estagflação, e vejo 0,9% de crescimento do PIB como uma mostra de uma reta mínimo horizontal que já seguimos.

População e inflação corroendo a renda e a transferindo, é só um tempero amarguíssimo no processo “assintótico ao eixo X”.
Adendo: Nem discutamos PIB vs inflação. Pode-se pular este “detalhe”. Basta colocar o crescimento populacional. de 12% para os últimos 10 anos, que dá…

Mais de 0,9% ao ano.

Nem coloco o problema do envelhecimento da população, que faz, com a mudança de nossa pirâmide etária, cada vez menos jovens tenham de sustentar a inatividade de cada vez mais velhos.


3

Sobre especulação imobiliária:

A estrutura montada até por (des)governaNtes para propiciar especulação imobiliária pode ser contemporânea de bolhas de imóveis, mas são processos independentes.

Um bairro pode ter uma majoração em seus imóveis de até 100% pela avenida, metrô, a mais básica urbanização que não existia e até o belo parque que lá será construído. Os imóveis lá e os terrenos podem ganhar valorização em relação ao outro, vizinho, que está entregue as traças.

Não é o que seja uma bolha, no qual há um inchaço dos preços de todos os imóveis, todos os terrenos.

Mesmo dentro de uma bolha, pode ainda ser somada as estratégias de especulação.




4

Fábio Portela; O passado importa na hora de avaliar uma empresa

Destaco:

"A maior parte da informação útil que se pode esperar obter sobre a consistência do negócio de uma empresa listada na bolsa está disponível, escancarada para todo mundo."

55
E saiu a granjeira ruma à Atenas, com sua cesta cheia de ovos. No caminho, pensou que com o dinheiro da venda compraria pequena cabra. Com seu leite, compraria mais galinhas, e destas, mais cabras.

Mais alguns minutos, pensou que com as inúmeras cabras, produziria finíssimos queijos, e investiria em mais terras, onde plantaria figos, e em pouco tempo, seria a maior comerciante da região.

Pensou nas recepções que teria na grande cidade, onde trataria com os grandes mercadores, os contados dos empórios de além mar, as propostas de casamento de grandes militares de Atenas, de Tebas, de Esparta, das grandes nações de além-mar, nas glórias das viagens, dos reinos e reis que conheceria.

Distraida, tropeçou numa pedra, e todos os ovos de sua cesta quebraram-se.

Jamais colocarás todos os ovos na mesma cesta.


Esopo - século VII a.C.
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